RS é o primeiro Estado a solicitar declaração de zona livre de mormo

Nesta quarta-feira (3), em reunião da Câmara Setorial de Equídeos, realizada na Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, um dos temas abordados foi a solicitação ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que o Rio Grande do Sul seja declarado zona livre de mormo.

O RS é o primeiro Estado a apresentar essa solicitação. De acordo com Luiz Otávio da Silveira, fiscal do Mapa, a Instrução Normativa 6/2018, que determinou as exigências para declarar uma área como zona livre de mormo, é complexa e está sendo estudada pelo ministério, que vem detalhando todos os passos necessários para a obtenção dessa declaração.

Defensor da causa, o deputado Gaúcho da Geral esteve reunido recentemente com o Secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, para trabalhar em conjunto essa pauta. “Erradicada a doença Estado, a luta pela retirada da exigência do exame de mormo é uma de minhas bandeiras. O prejuízo a todos as gaúchas e gaúchos que são criadores, que trabalham, que vivem dos cavalos é imensurável. O sacrifício indiscriminado de animais e o comprovado desencontro entre resultados de exames para confirmar a doença feitos no Brasil e os feitos pelos criadores, em laboratórios certificados fora do país, são motivos contundentes para a retirada da exigência do exame”, avalia o parlamentar.

Assim que o modelo de inquérito estiver definido, o Estado tiver os resultados dos exames e atingir marca de três anos sem registro de caso confirmado de mormo, a secretaria solicitará uma auditoria do ministério, para avaliar o cumprimento das condições técnicas exigidas na IN 6/2018. Com base nessa auditoria, o Mapa elaborará um parecer técnico que reconhecerá ou não o Rio Grande do Sul como zona livre de mormo.

O que é o Mormo
Mormo é uma doença infecciosa causada pela bactéria Burkholderia malleimais frequente em equídeos (cavalos, asnos e mulas), mas podendo também ser contraída pelo homem. É uma infecção transmitida por secreções nasais, orais, oculares, fezes e urina de animais infectados.

Fonte: Agência de Notícias da Assembleia do Rio Grande do Sul